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Selic alta desafia microempreendedores: veja como driblar o crédito caro

Especialista alerta para reforço na gestão financeira, digitalização e parcerias como alternativas ao financiamento

Com a Selic mantida em 15%, o crédito segue caro e pressiona o caixa de micro e pequenos negócios. O cenário prolonga os desafios para empreendedores que dependem de financiamento e reforça a necessidade de gestão financeira mais estratégica, aponta o advogado Fábio Saraiva, presidente da Confederação Nacional de Jovens Empresários (CONAJE).

O Brasil soma 24,2 milhões de empresas ativas, das quais 93,8% são micro e pequenos empreendedores, segundo dados do Governo Federal. Só entre maio e agosto de 2025, mais de 1,6 milhão de novas empresas foram abertas, mas 942 mil fecharam no mesmo período.

Mas, afinal, o que o microempreendedor pode fazer na prática para enfrentar esse cenário? A seguir, quatro caminhos sugeridos por Saraiva.

Fortaleça a gestão financeira
Controle rigoroso de custos, planejamento de fluxo de caixa e separação das contas pessoais e empresariais ajudam a evitar desorganização e dão clareza sobre a real saúde financeira do negócio.

Negocie prazos e condições
Dialogar com fornecedores e clientes pode gerar prazos maiores de pagamento ou antecipação de recebíveis, o que garante fôlego imediato para o caixa.

Invista em digitalização
Ferramentas simples, de gestão de estoque a meios de pagamento, reduzem custos operacionais e tornam o negócio mais competitivo.

Busque parcerias e redes de apoio
Cooperativas de crédito, fintechs e agências de fomento regionais podem oferecer alternativas de financiamento com taxas menores. Além disso, parcerias entre empreendedores ajudam a compartilhar recursos e reduzir despesas.

“É importante que o empreendedor seja estratégico. Quem se organizar agora terá condições de atravessar esse momento e sair mais competitivo quando os juros começarem a cair”, afirma Saraiva.

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