A noção de risco sempre acompanhou a humanidade na tentativa de antever incertezas, medir implicações e agir sobre efeitos para tranquilizar os detentores de bens. Nas empresas, o risco e sua gestão sempre andaram junto ao retorno e tratamento do risco sempre se baseou em fatores mais associados à dinâmica do ambiente de negócios. Por isso, as preocupações sobre gestão de risco nas empresas se apresentaram em ondas: atendimento regulatório setorial e de SOx, modelos de governança de riscos e transparência, gestão integrada corporativa. A cada período, uma nova onda de transformação tirava o sono dos líderes das organizações.
Embora haja sobreposições destas ondas e as empresas se encontrem em estágios distintos de evolução, é possível antever uma próxima demanda, sobretudo para empresas líderes: Como mensurar o valor efetivo da gestão de risco corporativo? Como saber até que ponto investir em melhorias e obter ganhos não-marginais de valor?
A resposta a este enigma ainda está longe de ser conhecida, mas há razões para crer que seja uma longa jornada com investimentos e esforços intensos:
A experiência mostra, ainda, que modelos avançados capturam maiores benefícios, tais como:
Mas para saber até onde investir é preciso ter mecanismos sofisticados de ponderação de custo-benefício. É preciso responder, por exemplo, até que ponto ter um middle-office que estabeleça limites corporativos para concessão de crédito de forma independente da área comercial é uma medida que traz benefícios maiores que o investimento. Ou, ainda, se programas de aculturamento em risco e treinamento estatística o mapeamento de eventos de risco são investimentos justificáveis para o retorno esperado.
Embora este tipo de modelo avançado não seja ainda nem a realidade, nem a necessidade da maior parte das organizações, não é difícil imaginar que as empresas líderes em breve perderão o sono tentando vislumbrar um modelo capaz de mensurar benefícios e dimensionar coerentemente os esforços necessários para gerar valor em gestão de risco.
*Marcio Giachetta Paulilo é gerente sênior da Accenture do Brasil, com especialização em Risk Management. É Mestre em Administração e Engenheiro Mecatrônico.
| Compra | Venda | |
|---|---|---|
| Dólar Americano/Real Brasileiro | 5.3291 | 5.3321 |
| Euro/Real Brasileiro | 6.029 | 6.079 |
| Atualizado em: 13/03/2026 19:03 | ||
| 12/2025 | 01/2026 | 02/2026 | |
|---|---|---|---|
| IGP-DI | 0,10% | 0,20% | -0,84% |
| IGP-M | -0,01% | 0,41% | -0,73% |
| INCC-DI | 0,21% | 0,72% | 0,28% |
| INPC (IBGE) | 0,21% | 0,39% | 0,56% |
| IPC (FIPE) | 0,32% | 0,21% | 0,25% |
| IPC (FGV) | 0,28% | 0,59% | -0,14% |
| IPCA (IBGE) | 0,33% | 0,33% | 0,70% |
| IPCA-E (IBGE) | 0,25% | 0,20% | 0,84% |
| IVAR (FGV) | 0,51% | 0,65% | 0,30% |